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A importância de não ser aborrecido...
(2008-11-10)

Todos os dias, em todo o Mundo, milhares, milhões de utilizadores do power point usam esta ferramenta para fazerem as suas apresentações. A esmagadora maioria deles limita-se a encadear uma enormidade de informação inútil e, ainda por cima, aborrecida.

Filip Muyllaert, director da The Planner e da Luxury Travel Butler, conseguiu ao longo de duas horas, no âmbito do II workshop Festas & Eventos, prender a atenção de toda a plateia, demonstrando como é possível contrariar esta triste sina, de que todos nós já fomos vítimas.
Desde o enredo, o contar uma história, até à necessidade de inspirar os outros, tudo o que é necessário a uma apresentação motivadora foi sendo visitado por Filip Muyllaert, um orador experimentado, capaz ainda de um supremo virtuosismo: mostrar uma apresentação integralmente feita em word (!), só para provar que o que está em causa não são as ferramentas, mas sim o conteúdo e a forma que este assume.

Imagens condizentes

Para que cada um tenha plena consciência da importância da linguagem não verbal, solicitamos o contributo de Susana de Salazar Casanova, uma especialista em protocolo e imagem que acredita que, também aqui, é possível inovar (e, até, subverter algumas regras). A proposta pode parecer quase herética, numa disciplina que assenta justamente na tradição e num certo conservadorismo. Mas a verdade é que só conhecendo os códigos, as regras, os cerimoniais, é possível estarmos suficientemente à-vontade, mesmo para transgredir. Algo que se aplica simultaneamente ao plano pessoal e profissional de cada um, e que pôde ser apreendido numa desempoeirada demonstração do que é e para que serve afinal o protocolo. E assim se concluiu a manhã de trabalhos.

Enfrentar o público

Pela tarde, o desafio esteve a cargo de Linda Pereira, directora da CPL Events. Aprendermos melhor quem somos, em relação aos outros, enfrentando uma plateia, expondo-nos, eis a tarefa aguardada por (quase) todos com alguma ansiedade. O exercício era simples, mas revelou-se eficaz: em grupos de dois, um apresentador e um apresentado, era preciso dar a conhecer aos outros uma série de personagens: os próprios participantes. Cada intervenção era depois comentada em grupo, buscando conselhos simples que pudessem desfazer bloqueios e melhorar a capacidade de comunicação de cada um.

No final, uma única nota negativa: a ausência forçada do escritor Mário Cláudio que, por doença, não pôde estar presente. De resto, 5 de Novembro revelou-se um dia preenchido, útil e motivador para quem esteve no workshop “Compelling presentations & speaking in public” da Festas & Eventos. As palavras não são nossas, mas dos vários intervenientes, que o expressaram por escrito.

Esperamos, por isso, voltar em breve com novos desafios e públicos diferentes.

O II workshop da Festas & Eventos teve como parceiro a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.

Rui Luís Romão


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